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quinta-feira, setembro 16, 2021
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Meta histórica! Como o câmbio automático foi de item de luxo para metade dos carros produzidos no Brasil

Em 2018, 47,9 % dos emplacamentos feitos no Brasil corresponderam à carros com câmbio automático. É um percentual muito mais alto do que há 10 anos atrás, quando o ano de 2008 teve apenas 12,7% dos emplacamentos correspondentes à carros com câmbio automático. O estudo, feito pela consultoria Bright Inspiring Sound Decisions, comprova um mercado em franco crescimento e que pode bater um novo marco em 2019: estima-se que mais de metade de todos os carros emplacados no Brasil neste ano tenha o câmbio automático.

Muitos fatores explicam o crescimento deste fenômeno. Se antes o consumidor desconfiava da tecnologia e tinha um comportamento mais conservador, o boca-a-boca entre os proprietários de carros com câmbio automático e a baixa desistência de quem opta por esse tipo de transmissão foi transformando o mercado.

O papel das montadoras também foi crucial, que foi adaptando o câmbio automático para o mercado brasileiro: “Hoje, os automáticos de toda a sorte são projetados e calibrados especificamente para o mercado nacional. São equipamentos de qualidade, e apesar do preço, fazem a diferença na hora da compra”, pontua Cassio Pagliarini, consultor da Bright.

O preço realmente é o grande entrave para o câmbio automático conquistar de vez o mercado. A diferença costuma representar uma adição de R$ 3.800 a R$ 6.000 no preço final do automóvel, além da falta da opção em boa diversidade em modelos mais populares. Em 2018, o automóvel com câmbio automático mais barato no Brasil foi o Toyota Etios Hatch X AT, com preço inicial de R$ 53.810. O tradicional Gol, modelo popular da Volkswagen, começa a ter câmbio automático a partir da versão 1.6 AT, de R$ 54.580.

“Não acredito em queda de preço. O que acho que irá acontecer são promoções de modelos automáticos sendo vendidos pelo mesmo valor de equipados com transmissão mecânica”, diz Pagliarini, que aponta os gastos com manutenção como outro entrave para a popularização.

Trânsito foi fator preponderante

O crescente trânsito das grandes cidades e os movimentos urbanos de ocupação das periferias em formas de grandes condomínios são fatores que explicam a popularização do câmbio automático no país. As pessoas preferem enfrentar o trânsito com a transmissão automática, mais confortável, do que a transmissão normal.

“É uma tendência natural do mercado, embora o modelo automático seja mais caro. As pessoas querem conforto para enfrentar o trânsito, já que moram longe do trabalho e o carro ainda é o meio de transporte mais usado”, explica Vicente Ramos, gerente da Fiat Sinal Butantã, em São Paulo.

Alguns modelos voltados ao mercado rural, como SUVs e Pickups, também vêm equipados com transmissão automática. Usualmente de fábrica. Nessa categoria, o câmbio automático passa a ser uma questão de luxo, mas também de necessidade, uma vez que carros de grande quilometragem nas estradas necessitam oferecer um conforto maior a quem dirige.

Em nítida expansão, o mercado de câmbio automático deve crescer ainda mais nos próximos anos, já que a tendência de carros elétricos deve impulsionar a transmissão automática para modelos mais baratos. Seja como for, o brasileiro já sabe que não quer sempre trocar marchas, seja no trânsito ou na estrada.

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